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O que é intercessão?


A Intercessão é uma oração de pedido que nos conforma perfeitamente com a oração de Jesus. Interceder é pedir, suplicar em favor de outro. Desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus”. (Catecismo nº 2634,2635)

A palavra INTERCESSÃO, em si, quer dizer: a ação de “por-se entre”. O intercessor é aquele que se engaja numa batalha espiritual em favor das necessidades de alguém, de algum grupo, família, país, paróquia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

/ Moções Proféticas /



Publicado no dia 04/01/2011 | 11:13:03

Não somos absolutamente de perder o ânimo

“Pois vos é necessária a perseverança para fazerdes a vontade de Deus e alcançardes os bens prometidos. Ainda um pouco de tempo – sem dúvida, bem pouco – e o que há de vir virá e não tardará. Meu justo viverá da fé. Porém, se ele desfalecer, meu coração já não se agradará dele. Não somos absolutamente de perder o ânimo para nossa ruína; somos de manter a fé para nossa salvação!” (Hb 10, 36-39).

Caminhamos todo o ano de 2010 sob a moção das “portas abertas”, conforme palavra que recebemos em Isaías 45,1 e Apocalipse 3, 7-8, e muitos foram os testemunhos de pessoas que viram portas se abrirem nas suas vidas, criando novas oportunidades de trabalho, de estudo, de restauração nas famílias. Muitos também testemunharam terem recebido resposta às orações que vinham fazendo há anos. Estes precisam agradecer a Deus de todo coração por terem recebido essas graças. Porém quero lembrar que essas passagens são desdobramentos de uma grande promessa feita a nós em 2007, quando recebemos a passagem de Isaías 45, versículos de 15 a 18, onde o Senhor nos diz que Ele habita em nossa casa, que não nos criou para a confusão e desordem, mas que organiza a nossa vida para que vivamos. Junto com essa palavra, o Senhor nos deu também a seguinte palavra de sabedoria: “Quero que voltem a esperar milagres e a enfrentar os problemas de sua vida com fé”. Recebemos ainda essa linda profecia: “Não te preocupa, Eu já comecei a agir. Verás um por um dos teus problemas se resolvendo, dissolvendo-se como fumaça, porque o teu Deus entrou em ação. Quero que o teu coração não trema diante do que parece um problema novo porque Eu cuido desse também. Quando aparecerem os desafios, lembra de recorrer a mim. Coloco dentro de ti recursos de paz, de sabedoria e de iniciativa que dá certo,mas precisas pedi-los a mim, Eu os liberarei. Caminhará sob o brilho da minha glória e ela será como uma película de felicidade sobre a tua vida. Renuncia à tristeza, confia em mim, espera em mim, te refugia em mim”.

Diante de tais promessas, a moção que inicia o ano de 2011 é principalmente para aqueles que ainda não as viram se realizar nas suas vidas. Nós lemos no livro do profeta Isaías que a palavra de Deus não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado a vontade de Deus e cumprido sua missão. Se o Senhor diz, através de sua Palavra, que portas se abrirão, que a confusão, a desordem e a vergonha desaparecerão da nossa casa, então podemos crer com absoluta certeza que isso vai acontecer. Um dia a bênção de Deus nos alcançará, um dia as nossas preces serão atendidas. E quando virmos os outros dando testemunho de portas que se abriram e de bênçãos que chegaram poderemos ficar felizes por eles e por nós mesmos, pois é Deus sinalizando que um dia também veremos milagres acontecendo nas nossas vidas.

Enquanto isso não acontecer, a palavra de Deus não voltará para Ele, pois ela jamais volta vazia, sem ter realizado com seu propósito. Se você ainda não alcançou as promessas contidas na palavra de Deus, então você ainda está caminhando sob a moção das portas abertas.

Podemos orar assim: “Retira, Senhor, no poder do teu nome, todo medo, toda sensação de impotência e incredulidade e cria em nós, no poder do Espírito Santo, um novo padrão mental, uma nova atitude de fé. Peço ainda que laves no teu sangue a mim e à minha família, retirando todas as deformidades, tudo o que nos foi desviando do plano original de Deus Pai para as nossas vidas e coloca em nós o justo equilíbrio, estabilizando emoções, valores, visão do mundo e de nós mesmos. Isso te pedimos, Senhor, e desde já te agradecemos. Amém”.

Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária-geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

fonte: http://www.rccbrasil.org.br/artigo.php?artigo=1006

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Gilberto Lopes é o nosso novo coordenador

No dia 02 de dezembro de 2010 aconteceu a Assembleia Eletiva da RCC da Arquidiocese de São Paulo. Dentre as tres pessoas escolhidas pelo Conselho e enviadas ao Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Sherer, foi nomeado Gilberto Lopes como novo coordenador arquidiocesano da RCC. Gilberto Lopes foi coordenador da Região Episcopal Brasilândia e assumiu a nova missão arquidiocesana a partir de 01 de janeiro de 2011, pelo período de dois anos.

Que Deus abençoe abundantemente a vida do novo coordenador, e que o Espírito Santo manifeste todas as bençãos sobre a vida de Paulo Luiz Martins, coordenador arquidiocesano anterior.

Pe. José Roberto (Diretor espiritual da RCC), Gilberto Lopes, e Dom Mamede (bispo auxiliar da Lapa)

Carta aberta aos coordenadores da RCC Estado de São Paulo

Carta aberta a todos os coordenadores na RCC do Estado de São Paulo

Estado de São Paulo, 01 de janeiro de 2011.

“Por causa da Tua palavra, lançaremos as redes!”

Irmãos e irmãs, a paz de Jesus!

Estamos iniciando o ano de 2011 e ao mesmo tempo um novo mandato de coordenação na RCC do Estado de São Paulo.

Alegremo-nos no Senhor! Que este tempo seja vivido na alegria do Espírito e na oferta total de nós mesmos, por amor, Àquele que é digno de ser invocado como Mestre e Senhor: Jesus Cristo.

O ministério de coordenação, “que nos conferido por misericórdia” (cf. 2Cor 4,1), é sempre um excelente meio de colaborar com a missão da Igreja de fazer acontecer no mundo o anuncio do Evangelho de Jesus Cristo. Para isso, toda pessoa chamada a esse ministério precisa assumi-lo com alegria, ou seja, não deve julgar ter recebido um fardo para carregar, mas, antes, deve considerar a grande honra recebida de poder participar do serviço de pastoreio e formação de uma parcela do povo de Deus. Devemos alegrar-nos por saber que, mesmo sem merecimentos, o Senhor Jesus confiou-nos essa responsabilidade e podemos em comunhão com nossos pastores – os bispos – realizar um excelente serviço de evangelização por meio da Renovação Carismática Católica.

Foi movido por esse sentimento de alegria em ter sido chamado à coordenação estadual e certo de que colheremos muitos frutos desse “tempo de abundância” vivido na RCC BRASIL que decidi escrevê-los, fazendo uma breve reflexão que possa nos ajudar a permanecer e avançar no caminho já iniciado pela coordenação que nos precedeu.

Trago em meu coração três palavras rhemas que creio poderem nos ajudar a manter na visão profética: santidade, zelo apostólico e simplicidade.

Santidade

No anseio de querer fazer a vontade de Deus, é comum perguntarmos a Ele em nossa oração pessoal: o que queres de mim, Senhor? Esperamos sempre que Ele nos dê respostas e direcionamentos objetivos. Aguardamos novas inspirações, profecias, moções que possam mostrar claramente o caminho a seguir. Sabemos que Deus, por meio de seu Espírito, frequentemente ilumina nossas mentes com alguma nova inspiração. Mas se queremos de fato saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito, devemos olhar para a Sagrada Escritura: “esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Tess 4,3; cf. Ef 1,4). Deus nos chamou para a santidade! Significa dizer que a intenção de Deus ao nos chamar ao ministério de coordenação, mais do que um serviço, a sua primeira intenção era apresentar-nos um meio de fazer-nos santos. Nesse sentido, o nosso ministério deve ser compreendido como “lugar” onde se semeia, cresce e amadurece as sementes da santidade. E nós, ministros da santidade de Deus por meio de nosso batismo, temos por dever a busca da perfeição, sobretudo por meio da “prática dos conselhos evangélicos, que abraçada sob a moção do Espírito Santo [...] leva e deve levar ao mundo um admirável testemunho e exemplo desta santidade.” (LG 39)

O Papa João Paulo II exortou-nos, com parresia de apóstolo, a priorizar a santidade: “Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade.” (NMI 30) Significa dizer, irmãos e irmãs, que nossa vocação será bem correspondida na medida em que crescermos e ajudarmos nossos irmãos na prática da santidade. É passar do discurso para a prática da perfeição cristã. Sobre este ponto voltarei a refletir durante todo esse período de coordenação.

Zelo apostólico

Outra expressão rhema importante para esse tempo é zelo apostólico. Entendemos por zelo apostólico o cuidado zeloso – ao modo de verdadeiros apóstolos da efusão do Espírito Santo – que se deve ter com o chamado que Deus nos fez. O apóstolo São Paulo, ao escrever a Timóteo, exorta-o de muitas maneiras a ser zeloso, dizendo: “permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste” (2Tm 3,14). Além da doutrina a ser guardada, Timóteo deve “reavivar a chama do dom de Deus” (2Tm 1,6), e “não se envergonhar do Evangelho (v.8), deve “progredir na graça” (2Tm 2,1), formar outras pessoas para ajudar na missão (cf. 2Tm 2,3), viver uma vida moralmente correta (cf. 2Tm 2,14-26) e “pregar a Palavra, cumprindo plenamente o ministério que lhe fora confiado” (cf. 2Tm 4,5). Cada uma dessas expressões merece um cuidadoso aprofundamento – e faremos isso em tempo oportuno. Por elas, certamente poderemos trilhar um caminho seguro em nossa vocação.

Simplicidade

E por fim, irmãos, falaremos do rhema simplicidade. Simplicidade é a qualidade ou caráter daquele que é simples, sincero; significa agir com franqueza, pureza, candura. A pessoa simples sabe que não necessita de artifícios, extravagâncias ou excessos naquilo que vai executar. Um novo conceito de simplicidade que se relaciona perfeitamente ao nosso chamado ministerial é “imitar Jesus Cristo em toda a sua humanidade”. Agir como ser humano que sabe ser filho de Deus. É assumir nossa humanidade sem nenhum complexo de inferioridade ou superioridade. É ser o que somos, configurando-nos cada vez mais à imagem daquele que nos criou.

Ora, quando nos propomos a fazer algo dentro de nosso ministério, devemos fazê-lo com simplicidade, ou seja, não precisamos de artifícios que venham desfigurar o que somos, revelando uma imagem falsa de nós mesmos. A função de coordenação no movimento carismática, seja qual for a instância, não pode querer imprimir em nós uma imagem falseada daquilo que somos. Nem devemos esperar por algum tipo de privilégio ou status pelo fato de ser chamado coordenador. Tornar-se coordenador é continuar crescendo na graça e no conhecimento, sem nunca perder a simplicidade. Mudam-se as obrigações funcionais, mas não nossas verdades. Um título não pode transformar-se em desculpas para gozar de benefícios, mas, antes, deve comprometer-nos ainda mais com aquilo que acreditamos e que nos trouxe até aqui. Deus agirá em nossa simplicidade.

Ao nos chamar, Deus já considerou o que somos e “por isso” mesmo nos chamou. Isso não significa, no entanto, que não devemos buscar ser melhores em tudo o que fizermos. Empenhar-nos por fazer o melhor é verdadeira virtude quando não está associada à vaidade. Sejamos simples e Deus estará refletido em nossas obras!

Irmãos e irmãs, desejo profundamente que “santidade, zelo apostólico e simplicidade de vida sejam marcas de Deus em nosso ministério. Que não nos esqueçamos de verificar a presença dessas marcas em cada nova ação que nos propusermos fazer.

No mais, desejo que tenham em mim, nesse simples servo, um irmão com quem possam contar em tudo. Sei também o quanto precisarei de cada um de vocês para conseguir ser solícito Àquele que me vocacionou a este ministério.

Mantenhamos a unidade, a “perfeita unidade” (Jo 17,23) para que Cristo seja acreditado por meio de nosso testemunho, e para que o mundo, crendo, seja Deus glorificado! E, para além do discurso, que essa unidade seja vivida concretamente. Que a referência de unidade no Movimento seja a voz de Deus por meio do Conselho Nacional da RCCBRASIL. Que cada moção profética, discernimento ou projeto nacional seja acolhido por nós, Conselho Estadual e demais coordenadores na RCC São Paulo, com alegria e disposição de colocá-los em prática. Pois sabemos que os frutos abundantes deste tempo de graça somente poderão ser colhidos por aqueles que se mantiverem unidos a Cristo, na comunhão com aqueles que Deus mesmo colocou como instrumentos proféticos para o nosso Movimento.

Que a cultura de Pentecostes se manifeste plenamente por meio de todos os membros da Renovação Carismática Católica do Estado de São Paulo.

Um abraço fraterno a todos,

Presidente do Conselho Estadual da RCC São Paulo

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